A vida e a maior jornada que podemos obter, neste curto período, onde um dia, apenas esse dia e somente o que existe, o agora.
Cada flor, cada animal, cada elemento da natureza em cerra em si a maior força e poder. Que é conter apropria vida.
Nunca veremos uma rosa mesquinha ou que não estar em seu pleno vigo ao desbrocharr, ela jamais agiria assim: hoje não vou desbrochar estou em crise! Ela será e dará tudo dela, será explêndida, será unica e magnífica por isso, tudo na natureza dá o melhor de si, tudo esta vivo, assim como nós, sei que esquecemos isso e buscamos aqui e ali. Somos os eternos buscadores da vida.
Estamos a cada dia descobrindo o nosso propósito ser divino aqui na terra, à medida que caminhamos centrados, podemos ver os sinais deixados pelo mundo espiritual, como se fosse placas indicativas para nossa alma. Nossas intuições e instintos são ferramentas para esta jornada.
Quando ficamos presos aos nossos padrões emocionais limitamos nossas capacidades de sentir e ver as indicações verdadeiras, assim nos perdemos. Ficamos andando em círculos, até atingir a saída certa as vezes suaves outras vezes doloridas. Este processo pessoal leva-nos a rever uma gama de opções que teríamos. Acredito que o cérebro humano cria defesas emocionais quando não encontramos respostas para nossas limitações momentâneas. Como escape para resolver rapidamente uma determinada questão é um processo de auto-limpesa, quando observado de maneira madura, quando vista apenas superficialmente, nos predemos aos padrões antigos, como jogo de poder, manipulação ou outros artifícios corriqueiros que estamos acostumados a fazer e repetir.
O Barco Pirata
Em uma das minhas viagens a Espanha, estava conversando com meus alunos e minha amiga relatou sua experiência com duas crianças. Um menino e uma menina com 5 anos, que vieram para sua terapia; a menina queria construir um barco pirata sozinha, o menino não queria construir um barco só, ensistia em fazer com a menina. Ela dizia, que não precisava dele, pois se ele colocasse as peças, o barco não seria mais dela, e assim ela não poderia ter a experiência de construir só. O menino insistia em construir o barco com ela.
Minha amiga que assistia a cena sem interferir, saiu da sala e ficou observando atrás de um espelho e observou: o menino começou a usar tudos os artifícios conhecidos, suborno, manipulação, birra, vitimização e outros, quando viu que a menina não mudava de idéia nem saia de sua postura, ele então bateu nela.
Minha amiga voltou a sala e perguntou: o que aconteceu!
O menino começou a falar exaltado:
- ¨ela não quer brincar comigo eu quero ajudar e ela não deixa¨.
A menina então falou:
- ¨se você quer ajudar, eu direi para você que peça eu preciso, ai dessa maneira eu estarei fazendo o barco do meu jeito.
O menino aceitou e eles construíram o barco pirata.
Lembrando que ambos tinham 5 anos de idade.
Esta estória me fascinou, pois agimos assim as vezes ou sempre. Queremos moldar os outros ou principalmente mudar as crianças, dentro do que sabemos, ou achamos que sabemos, ou mesmo o que tememos, usando o poder ou força.
As crianças vem tudo de uma forma simples. Nós por outro lado por não compreender esta nova linguagem que elas trazem, ai batemos de frente, tendo uma tendência a destruir aquilo que desconhecemos ou aquilo que é novo.
Esta rigidez em mudar faz com que os nossos padrões sejam passados as novas gerações. As crianças tem uma forma de limpar estes padrões naturalmente como vimos na estória do Barco Pirata.
Após esta desintoxicação eles encontram seu equilíbrio naturalmente. Se dermos a possibilidade e criarmos este ambiente para esta limpeza emocional estaremos criando uma forma mais estável e harmoniosa da vida. Estamos criando o nosso próprio Barco Pirata ou estamos a mercê dos jogos de poder. Esta escolha e responsabilidade puramente nossa.